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Novidades e dicas sobre mercado financeiro.

Destaques Da Semana - (16/Dezembro)

As principais notícias, dados e acontecimentos que marcaram a semana no mercado.

Escrito por: Guilherme de O. Pampolin e Rodrigo Shiine Gravinez

 

 

Bitcoin no Mercado Futuro

Na noite do último domingo (10), o Bitcoin atingiu um importante patamar: ser negociado em contratos futuros. A abertura para esse tipo de negociação ocorreu na Chicago Board Options Exchange. A negociação iniciou com a “criptomoeda” a US$15 mil e chegou até US$18,7 mil, chegando a certa estabilidade ao final da segunda-feira na marca de US$16,5 mil.  As negociações de contratos futuros envolvem “apostas” de variação do preço do ativo. Saiba mais em: http://lmfunesp.com.br/noticias/entendendo-mercados-futuros . O acontecimento causou grande euforia nos mercados globais, inclusive no Brasil, chegando a cerca de R$63.700,00 por unidade até essa sexta-feira.

Outras importantes bolsas de mercados futuros observam a situação e cogitam fazer o mesmo. É o caso da Tokyo Financial Exchange e da Eurex, maior articuladora de mercados futuros e opções da Europa.

A consolidação desse tipo de transação tende a dar certa sustentação para quem quer investir em Bitcoin, elevando ainda mais a demanda pelo ativo e, consequentemente, o seu preço.

 

IPO do Burguer King

A rede de restaurantes Burguer King, com 630 restaurantes de fast-food no país, fez uma oferta pública de ações (IPO), levantando 2,2 bilhões de reais. A notícia era aguardada e foi grande destaque no mercado de capitais, com as ações valendo R$18, segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A negociação estreia na B3 na próxima segunda feira.

Houve demanda quatro vezes superior à oferta inicial prevista, devido ao elevado grau de confiabilidade na empresa, dessa maneira os bancos de investimentos envolvidos aumentaram a operação, passando de 106,6 bilhões de ações para 122,5 bilhões de ações. A rede, por sua vez, receberá cerca de 886 milhões de reais para continuar e ampliar suas operações.

 

Adiamento da Reforma da Previdência e Orçamento de 2018

Durante a semana, Michel Temer admitiu a possibilidade de passar a Reforma da Previdência só no próximo ano, criticando os parlamentares contrários ao projeto. O Governo precisa de 308 votos favoráveis e, atualmente, há cerca de 209 votos. É necessária certa margem de segurança para que seja colocada em votação. O presidente conta com empresários que tentam convencer os deputados desfavoráveis.

Não bastasse isso, na última quinta-feira (14), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, confirmou, oficialmente, que a Reforma ficará para fevereiro de 2018, o que causou queda na Bolsa de Valores brasileira e subida na moeda norte-americana. A Moody’s, importante agência de ratings, lançou nota com certo ceticismo quanto à decisão, não acreditando que o projeto passará nem ao menos no ano que vem. Vale lembrar que essa agência já rebaixou o Brasil, deixando-o como “mau-pagador”. As agências de rating são parâmetros de importância no mercado financeiro para atrair ou não investimentos internos e externos.

Saiba mais sobre agências de rating em: http://lmfunesp.com.br/noticias/import%C3%A2ncia-de-ter-um-bom-rating

Ainda nessa semana, os parlamentares aprovaram o orçamento para 2018 e a previsão é para déficit de 157 bilhões de reais, 2 bilhões de reais a menos do que o previsto. Em adição, espera-se investir 68,8 bilhões no país e atingir crescimento do PIB de mais de 2%. Há também uma proposta para que o novo salário mínimo seja de R$965. Resta aguardar pela consolidação ou não planejamento inicial proposto pelo Governo.

Bolsa e Câmbio

Devido ao adiamento da Reforma da Previdência citado a cima, tanto a Bolsa quanto o Dólar sofreram com grandes oscilações.

A Bolsa, no dia 13(dia da notícia do adiamento da Reforma), chegou a uma máxima de 74.533 pontos e fechou o dia em queda, atingindo 72.779 pontos. Ao longo da semana houveram algumas outras quedas, entretanto, hoje (15/12) ela fechou com uma leve recuperação de 0,25%, sendo sua pontuação 72.608. Esta recuperação significa, para muitos, apenas que a bolsa ainda não sentiu o efeito do adiamento da reforma da previdência, o que pode abrir espaço para mais quedas futuras.

O Dólar Comercial sofreu um grande aumento no dia 14 de dezembro, atingindo R$3,3357, sendo este o maior valor de fechamento desde o dia 23 de junho, quando o mesmo terminou em R$3,3384. Entretanto, o dólar fechou a semana com uma queda de 0,85%, sendo cotado a R$3,3075. Tal queda ocorreu, segundo o Valor Econômico, devido à uma relativa calma no exterior e a expectativa de entrada de recursos no país.